-isso cheira bem!
-é apenas uma omelete
com ervas...- evitou dizer "senhor" falava isso quando queria
ressaltar a relação formal patrão/empregada, ela não queria opor-se a Arthur
-Divida comigo -
nenhuma resposta, um sorriso aqueceu-lhe o olhar que aprovava a forma como o cabelo
dela se curvava suave em fascinantes cachos pequenos, tons de loiro, contra a
pele branca - E é uma oredem!
Dando voltas ao
guarda louça, ele localizou um segundo copo e abrindo as gavetas, pegou mais
talheres
-Veja o quanto posso
ser domesticado! - salientou o que Lua considerava orgulho masculino exagerado,
o patrão era tão domesticado quanto um tigre selvagem
Dessa forma, Lua
decidiu que aquela observação ridicula não merecia resposta, ela se aproximou
com o omelete, orgulhosa da aparência de uma empregada serena, entretanto,
internamente ela queimava e tremia pelo que vira nos olhos do patrão quando a
encontrou transformada
-Então onde está a
sua? - Arthur questionou, Lua estava fria, aqueles lindos perplexos e distantes
-Já comi - boa
desculpa para não aceitar um jantar a dois, ela precisava encontrar os sapatos
sair dali e ficar calada
Arthur Aguiar, um
autêntico mulherengo, olharia para qualquer mulher, de certa forma admissível,
daquele jeito!
-Então sente-se e
converse comigo, sirva-se de um pouco de vinho.
Os olhos de Arthur
prometiam uma punição severa se ela não lhe obedecesse, Lua reconheceu isso,
acostumada à imponente autoconfiança do patrão que exigia que as coisas sempre
fossem feitas do jeito dele, uma autoconfiança que só poderia ser vencida com
uma grande luta e ela não queria agora....

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