15 maio 2013

Beleza Revelada Cap.32





De volta ao estilo usual de uma empregada, Lua abriu a garrafa de vinho tinto predileta do patrão e logo preparou uma salada verde e estava ao fogão, rosto corado, coração acelerado, quando Arthur disse:

-isso cheira bem!
-é apenas uma omelete com ervas...- evitou dizer "senhor" falava isso quando queria ressaltar a relação formal patrão/empregada, ela não queria opor-se a Arthur

-Divida comigo - nenhuma resposta, um sorriso aqueceu-lhe o olhar que aprovava a forma como o cabelo dela se curvava suave em fascinantes cachos pequenos, tons de loiro, contra a pele branca - E é uma oredem!

Dando voltas ao guarda louça, ele localizou um segundo copo e abrindo as gavetas, pegou mais talheres

-Veja o quanto posso ser domesticado! - salientou o que Lua considerava orgulho masculino exagerado, o patrão era tão domesticado quanto um tigre selvagem

Dessa forma, Lua decidiu que aquela observação ridicula não merecia resposta, ela se aproximou com o omelete, orgulhosa da aparência de uma empregada serena, entretanto, internamente ela queimava e tremia pelo que vira nos olhos do patrão quando a encontrou transformada

-Então onde está a sua? - Arthur questionou, Lua estava fria, aqueles lindos perplexos e distantes
-Já comi - boa desculpa para não aceitar um jantar a dois, ela precisava encontrar os sapatos sair dali e ficar calada

Arthur Aguiar, um autêntico mulherengo, olharia para qualquer mulher, de certa forma admissível, daquele jeito!

-Então sente-se e converse comigo, sirva-se de um pouco de vinho.

Os olhos de Arthur prometiam uma punição severa se ela não lhe obedecesse, Lua reconheceu isso, acostumada à imponente autoconfiança do patrão que exigia que as coisas sempre fossem feitas do jeito dele, uma autoconfiança que só poderia ser vencida com uma grande luta e ela não queria agora....

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