29 janeiro 2013

Cold Case Cap.7


                         "ULTIMO CAPITULO"


8º Capítulo14h32min

Lilly coçava as têmporas. Thur continuava na sala, ela estava na sala do outro lado do vidro.
- Cara, que barra. - Bê falava. Todos os seis estavam sentados no chão, ao lado de Micael. - Carregar esse segredo por quase vinte anos é muita coisa... - Ele falou mais para si do que para qualquer um.
- Mas nós não sabemos se ele está falando a verdade. - Scotty lembrou.
- Pô! Depois de um depoimento desses, você ainda tem dúvidas de que ele esta falando a verdade? - Mak perguntou, se levantando.
- Mas o outro depoimento não teve nenhuma informação que batesse com essa. Não sabemos quem está dizendo a verdade.
- Precisamos chamar Pedro aqui novamente. - Lilly falou. - Quero outro depoimento dele.
- Providenciando. - Kat disse, pegando o telefone. Sophia se levantou para pegar uma xícara de café, e olhou novamente na direção de Thur, e viu, além dele, uma pessoa, vestida de branco, lhe abraçando. Como estavam de costas, não soube diferenciar.
- Quem é aquela mulher? Advogada dele? - Ela perguntou apontando para o vidro, e Lilly e Scotty deram de ombros.
- Que mulher? - Sophia continuou olhando por um momento.
- Nada não. Deixa pra lá. - Ela terminou de pegar o café e continuou olhando para o vidro, até que a tal mulher desapareceu.
- Lilly? - Kat chamou, desligando o telefone. - Falo para vir hoje mesmo?
- Isso. Quero acabar logo com esse caso, liberar logo estas pessoas, elas também têm vida.
- Certo. 18h30min, então. - Kat falou e desligou o telefone.

9º Capítulo
18h15min
- Vocês interromperam a consulta do meu cliente. Ele já não respondeu coisas o suficiente? Depois de desenterrar aquela história, ele precisou de uma consulta intensiva. - Ully falou, sendo empurrada para a outra sala de interrogatório, que ficava do lado oposto à de Thur, mas que coincidia com a sala onde Micael e os outros estavam.
- Sim, mas acontece que encontramos novas provas, e preciso ouvir o depoimento dele novamente, para ver se bate. - Lilly disse, entrando Scotty e Will logo atrás.
- O que mais vocês precisam saber?
- Você sabia que Lua era apaixonada por Thur, antes de namorar com você? -
- Só responda se você quiser. - Ully falou e Pedro ficou quieto.
- Eu estou lhe fazendo uma pergunta. Se você não responder, posso lhe prender por calúnia, pois tenho provas de que seu testemunho não é verdadeiro. Eu sei que você mentiu no último depoimento, então, acho bom você responder ao que eu estou perguntando, porque eu tenho o poder para lhe fazer ir à cadeia! - Lilly disse, já perdendo a paciência.
- Sabia. Mas o que isso tem a ver? - Pedro mantinha a calma.
- Ora, não sei. Diga-me você. Ela era apaixonada pelo melhor amigo. De uma hora para outra, vocês estavam fazendo o que, oito meses de namoro? - Scotty fingiu fazer as contas. - Não era meio estranho, depois de oito meses de namoro com você, ela cantar uma música daquelas para ele? Quem sabe isso não significasse que ela estava apaixonada ainda? Ou, pior, que ela estivesse lhe traindo?

- x -

- Gente, essa não é Ully? A prima maluca do Pedro? - Melanie perguntou. Era a única em pé, assistindo ao depoimento. Quando ela falou, todos se ajoelharam e olharam pelo vidro oposto.
- Ully? - Sophia não reconheceu. Tentou lembrar, mas não conseguiu.
- É. Aquela garota que ficava dando em cima do Mak, quando era da nossa sala. Aquela que tropeçou no pé dele e engessou o pé só pro Mak ajudá-la com os livros? - Melanie falou e todos se lembraram. Mak fechou a cara.
- Cara, essa garota era muito chata. Ela cismou que só porque eu “supostamente” quebrei o pé dela, era responsável por todos os dias de repouso dela.
- Aliás, ela era apaixonada por todos nós, lembra? Não esqueço o dia que ela fingiu se afogar na aula de natação só pro Bê salvá-la. - Pentéls disse, dando uma risada larga.
- Ou quando ela mandou uma carta anônima para a Lu, dizendo que era pra ela desistir, que Thur seria dela. - Micael lembrou, rindo.
- Ou quando ela encheu o seu armário, Mica, com sapo só porque você não quis ser parceira dela na aula de ciências. - Melanie falou, e todos riram.
- Claro! EU vou ficar do lado dela e de objetos pontiagudos? Eu não! Tinha amor à vida! Se com Pentéls eu já corria risco, imagina com ela? - Riram mais ainda. Pentéls, então, sentiu um sentimento bom, de nostalgia. Era bom, apesar do clima tenso, estar rindo novamente com os amigos. Ele sentiu uma presença estranha, uma presença que lhe trouxe uma felicidade, um calor humano, o calor da companhia de seus amigos, que tanto lhe fazia falta. Encostou, então, a cabeça no ombro de Sophia e essa lhe fez um cafuné. Ficaram ali, relembrando dos tempos de adolescentes, dos tempos antes do acidente. Micael sentiu algo lhe envolver na cintura, olhou para trás, não tinha nada. Mas isso lhe fez sentir bem. Voltou a olhar para o julgamento.

- x -

- Mas ela me traia. - Ele falou, com a voz começando a falhar. - Eu sei que ela me traia. Mas eu a amava demais, a perdoei. - Ele olhou para Ully, que lhe fez um sinal afirmativo com a cabeça.
- Perdoou mesmo? Ou isso é apenas uma fachada, para seu ódio interno? Você nunca ia conseguir receber o amor que ela tinha por ele. Ela já não te tratava tão bem, para ela te largar por ele seria um estalo.
- Mas ela me amava... - Sua voz saia pequena. Suas mãos suavam, e ele sentia o corpo tremer, estava começando a ficar nervoso e olhava paraUlly regularmente.
- Mas não o suficiente para você. Não tanto quanto você a amava. Alguma coisa estava atrapalhando...
- Mas ela me amava...
- Ah, claro. Ele! Se você se livrasse dele, ela seria toda sua. Não teria alguém para dividir o amor.
- Ele não a merecia...
- E você cuidou disso, não cuidou? Roubou a arma do seu pai, e trouxe-a em baixo da roupa, pronta, já com as balas, tudo direitinho.
- Não... Meu pai não tinha arma em casa...
- Então, onde você conseguiu a arma?
- Isso é um ABSURDO! Você esta o conduzindo a responder o que você quer ouvir! Ele já falou milhões de vezes que ele não foi o responsável, ele está muito perturbado desde então. - Lilly se levantou.
- Onde você conseguiu a arma, Pedro?
- Não responda isso! - Ully, agora, se levantara, em sinal de ofensa à Lilly. Ambas estavam de pé, o rapaz estava sentado, encolhido, chorando. Toda a verdade voltava à tona na sua cabeça.
- Responda a pergunta, Pedro, onde você conseguiu aquela arma? - Lilly perguntou, olhando diretamente para Pedro, quando ele pareceu acordar.
- Eu não queria acertá-la. Eu não queria machucar ninguém. - Ele estava chorando.
- Mas não foi isso que aconteceu, não é? Ela o defendeu. Ela ficou do lado dele, não do seu. Ela preferiu Thur. Não você.
- Pára! - Ele se recostou na cadeira, tapando os ouvidos como uma criança mimada.
- Você estava com raiva, não estava? Você queria vê-li morto, não queria mais vê-lo perto da sua garota.
- Ele não a merecia! Ela não enxergava que com ele não ia ser feliz! - Ele gritava.
- Não responda! Pedro, você está sendo influenciado! Você sabe o que aconteceu! Ele atirou nela, você viu. Ela o está incriminando para você responder o que ela quer. - Ully gritava de volta, na tentativa de impedir que mais informações escapassem.
- Quem lhe deu aquela arma, Pedro? - Ela falava com calma. - Quem lhe deu a arma? Você a matou, ela não está mais aqui por sua culpa, o mínimo que você pode fazer é contar a verdade e...
- Eu não queria! Ela se meteu na frente! Eu nem sabia mexer numa arma! Foi tudo idéia dela! Ela me obrigou a fazer isso, ela me deu a arma! - E apontou para Ully. - Ela falou que ela não era digna de me amar. Que ela merecia alguém melhor que ele, que ele não era digno de ficar com ela.
- PEDRO ! Ele está delirando! Olha o que você fez com ele! - Ully gritava, desesperada.
- Mas não foi isso que aconteceu não foi? Ela só queria ficar com ele.
- PÁRA! Eu já falei que não fui eu. Eu não quis fazer isso. - Ele chorava, gritando. - Eu nunca consegui machucar ninguém... - Ele mexia na cabeça como num tique-nervoso.

- Flashback -
- Pedro, isso já tá ficando ridículo. Abaixa essa arma. Não tem necessidade disso.
- Cala a boca! - Ele, agora, apontou a arma para ela. - Sabe, você não é uma boa namorada. Você me traiu, não me ama, não gosta de ficar comigo... Não sei por que eu te amo tanto assim... Deve ser seu encanto. Você é como uma sereia, sabia? Encantou-me há uns cinco anos, e só agora eu caio na sua rede, e agora é que está realmente começando a doer. - Ninguém entendia o que ele falava, estava nervoso, falava o que lhe vinha a cabeça e não se importava em se fazer entender. Ele, agora, mirou Thur novamente. - Foi mal, cara, mas ela é a mulher da MINHA vida. - E, então, tentou disparar, mas não conseguiu. Não tinha forças. Abaixou a arma e olhou para o pé. Lua deu um suspiro de alívio mas uma voz aguda foi ouvida.
- Pedro, deixa de ser fraco! - Olharam para o fundo da coxia, estava tudo tão escuro que mal enxergavam Pedro. - Você sabe que ela não te merece! Ela não merece o Thur, ela não merece ninguém! - A mão de Pedro novamente foi levantada e a arma saiu de sua mão. Das sombras, apareceu Ully que, sem experiência alguma manejando armas, disparou quatro vezes, quatro vezes trêmulas, acertando de raspão uma vez a barriga de Thur e os outros três em seu verdadeiro alvo: Lua.
- Lua... Lua! - Thur segurava a menina, que caía já pálida, em seus braços. - Não... Lu... Pequena... - Seus olhos se encheram de lágrimas, o ferimento em sua barriga não foi notado, ele estava mais preocupado com a menina. Olhou para Pedro, e ele já não estava mais lá, nem sua prima, nem a arma.
Do lado de fora do clube, nos fundos, Pedro se desesperava de chorar, enquanto sua prima balançava a cabeça.
- Você é muito frouxo! - Ela falava irritada. - Ela não lhe merecia, ela lhe traía, não lhe dava atenção, e você ainda teve pena dela! Você é mesmo um frouxo! - Ela gritava com Pedro, que agora se encolhia no chão. - Você não fez nada de errado, primo. - Ela se agachou e passou a mão em sua cabeça, como em uma criança pequena. - Nada de errado...

- End Flashback -

- x -

- LOUCA! - Bê gritava para Ully. Ouvia-se tudo através da janela. Micael sentia a culpa cair sobre sua cabeça, olhou para Thur e sentiu um enorme remorso. Voltou a chorar.
- Ela foi longe demais! - Pentéls falou, simplesmente. Viram Will algemar Ully, que se rebateu na tentativa de se soltar, e levaram Pedro algemado também, mas este não lutou. Ouviram a porta se abrir, e viram Kat sorrindo.
- Caso resolvido. - Ela abriu a porta para que todos saíssem.

- x -

Do outro lado da janela, Thur esperava seu julgamento. Lua sempre esteve com ele, desde que ela se foi. Ele sempre a via em forma de um anjo, e, neste dia, ela não saiu de perto dele minuto algum.
- Você nunca se cansa de cuidar de mim? - Ele perguntou, olhando para o rosto do anjo, e este sorriu. Ela fez um coração com as mãos e ele sorriu. Eles costumavam fazer isso um para o outro, uma brincadeira interna. - Eu não me importo com o que decidirem. Pelo menos, você sabe que não fui eu. - Ele sentiu uma lágrima rolar, e ela passou a mão na bochecha dele, tentando secá-la. Mas seu toque era quase como uma brisa, e a gota continuou ali.
- Quase dá pra sentir alguma coisa... - Ele abriu um meio sorriso, quando mexeram na porta. Thur olhou fixo e viu Scotty entrar.
- Aguiar... - Ele foi para perto do rapaz e pegou suas mãos. - Você está livre e inocentado de qualquer acusação sobre a morte de Lua Blanco. - E tirou as algemas da mão de Thur. Ele abriu um largo sorriso. - Conseguimos uma confissão. - E piscou para ele. Quando saiu da sala, viu todos os seis, seus amigos de infância, todos o esperando. As lágrimas rolaram imediatamente.
- Eu sempre soube que você era inocente! - Melanie falou, ao abraçar o amigo. Todos se abraçaram, e ficaram ali, abraçados, por um bom tempo.Thur olhou para trás, e Lua não estava mais ali.
- Micael, você não acha melhor a gente falar para sua mãe? - Pentéls perguntou, soltando o abraço e secando o rosto.
- Boa idéia... Vão indo para a saída, encontro vocês lá. - Ele falou e todos foram. Ficaram apenas ele e Thur. - Thur, eu...
- Não fala nada cara. - Ele sorriu. - Eu só fico feliz que, agora, tudo está resolvido, e a Lu vai poder ir em paz, sabendo que ninguém mais está brigado com ninguém. - Micael o abraçou com força.
- Me desculpa, cara. - Seus olhos transbordavam de tristeza, assim como os de Thur.
- Sem problemas... - A voz de ambos estava embargada, e Kat passou ao lado.
- Oh, que momento bonito. Abraço geral, gente. - Então, ela, Scotty e Will abraçaram os dois, que começaram a rir.
- Eu queria agradecer muito mesmo por terem conseguido desfazer esse mal entendido, e pensar que eu passei 20 anos sendo injusto com você,Thur...
- Ih, cara, já passou. Passado. - Ele abanou o ar e todos riram. - Mas, sério, obrigado, mesmo.
- Nada mais que o nosso trabalho. - Scotty disse, imitando uma reverência. - Agora, se nos dão licença, temos mais um caso para resolver ali. - E apontou para o canto, onde Ully se debatia, tentando sair das algemas.
- Boa sorte hein... Essa daí é doida. - Micael falou e ele e Thur saíram do prédio.

10º Capítulo
26/07/09
06h30min
- Que saudades dessa casinha... - Melanie disse, olhando a casa branca de janelas verdes que foi cenário de grande parte de sua infância. Eles passaram a noite dirigindo. Melanie se sentou na escada, Pentéls se sentou ao lado dela.
- A gente passou por bons bocados aqui, né? - E Bê o imitou, assim como Mak e Sophia.
- Foi aqui que a gente se conheceu. - Mak lembrou. Micael e Thur se sentaram no último degrau, e um espaço sobrou, ao lado dos dois. De repente, a mente de todos eles viajou, ouviram-se risada de crianças, o barulho de um caminhão de mudanças...

- Flashback -
10h46min
- Mãe, eu quelo voltar pro Blasil! - Micael falava, emburrado, se sentando no pé da escada.
- Mica, é BRasil! - Lua o corrigiu e ele deu língua.
- Ora, crianças, seu pai foi transferido para cá, o que vocês querem que eu faça? Deixá-lo vir sozinho? - Patrícia ajudava o pai das crianças a tirar as caixas do caminhão. - Olha, tem crianças ali, porque vocês não vão brincar com elas?
- Não quelo! - Micael continuava emburrado.
- Deixa de ser chato, Cebolinha! - Lua falou e Micael deu mais língua. Uma bola de baseball caiu ao lado de Lua. Um menino bochechudo, com um boné branco e vermelho veio até ela.
- Ô, menina, me da a bola aí. - Ela olhou para a rua, e lá tinha uma menina pequena de óculos com um cabo de vassoura maior que ela, e dois outros meninos com luvas de cozinha esperando.
- Não dou! Só se você deixar eu e meu irmão jogar! - Ela falou segurando a bola. O menino abriu um sorriso largo, faltando uns dois dentes.
- Tá bom. Vem jogar. - Ele pegou a bola e veio correndo. Lua agarrou o braço de Micael e o puxou para o meio da rua. Um outro menino, que tava com um capacete e uma luva de cozinha perguntou:
- Vocês sabem jogar? - Ele tirou o capacete e mostrou um sorriso mais banguela que o anterior.
- Não. O que é isso? - Ela perguntou.
- É baseball. Você nunca jogou? - A menina de óculos perguntou, chegando perto deles.
- Não, a gente veio do Brasil... Lá só tem futebol. - Ela falou, fingindo chutar uma bola.
- Blasil? Que legal! - Outro menino, aparentemente o menor de todos, que estava sentado na calçada com outra menina, se juntou à roda.
- Olha, menina do Brasil, eu sou o Arthur... Mas Arthur é feio, então, eles me chamam só de Thur. - E esticou a mão. Ela tirou a mão dele e o abraçou. Ele ficou vermelho.
- Meu nome é Lu, e o dele é Micael. - Ela disse, puxando o emburrado do irmão para dentro da roda de amigos.
- Oi, Micael, eu sou a Melanie, e esse é o Bê. - Ela disse, mostrando o menor banguelinha.
- Eu sou o Mak! - O com a luva de cozinha falou, abrindo um sorriso largo.
- E eu sou o Pentéls, e aquela é a Sophia. - E apontou para a menina que tentava desamarrar o nó que deu no cadarço.
- Vem, a gente te ensina a jogar baseball e você ensina a gente a jogar futebol. - Thur falou, puxando Lua pelo braço. Micael se sentou com Bê e ficaram assistindo. Com o tempo, ele foi se soltando e já estava até torcendo pela irmã, que, depois de bater cinco vezes em Thur com o cabo de vassoura, conseguiu acertar uma bola.

17h20min
Todos cansados, suados, sujos e com os joelhos ralados, sentaram na escadinha da casa dos brasileiros e começaram a rir. Até que a mãe de Lua aparece com uma bandeja de limonada.
- Oi, crianças, eu sou a tia Patrícia, sou a mãe da Lu e do Mica. - Ela abriu um sorriso largo. - Eu fiz limonada, alguém quer? - Um coro de ‘oba’ foi ouvido e logo não tinha um só copo na bandeja. A mãe, então, deu um beijo na testa dos filhos e entrou, levando a bandeja. Pentéls foi o primeiro a terminar e logo quis puxar outra brincadeira.
E assim foi o dia. Brincaram até estar tão escuro que Bê e Micael ficaram com medo de ficar do lado de fora. Foi aí que eles decidiram e combinaram que, a partir daquele dia, iam sair para brincar todos os dias, até que eles fossem grandes o suficiente para irem à escola...

- End Flashback-
- É... A limonada da sua mãe era muito boa, cara... - Pentéls falou, depois de minutos de silêncio. Todos riram, e lhe deram uma tapa na nuca.
- Eu queria que a Lu estivesse aqui... - Sophia falou, e Thur levantou o olhar, da grama, olhou para a rua, onde uma menina, vestida de branco, apareceu, sorrindo.
- Ela está aqui. - Foi só o que ele falou. Todos olharam para a mesma direção que ele e ficaram em silêncio. Ninguém nunca vai entender o que aconteceu ali, ou porque ela só apareceu para todos naquele momento, mas, sem dúvidas, era ela. Era Lua. Ela se aproximou e se sentou no espaço entre Micael e Thur, e todos permaneceram em silêncio... Mak tinha medo de falar alguma coisa e ela sumir. Thur encostou a cabeça no ombro dela e ela fez um cafuné. Estava começando a anoitecer, e eles assistiram o por do Sol dali mesmo, viram o Sol sumir por entre as casas, já que a casa verde era a última de uma ladeira sem saída, alta o suficiente para fazer da rua uma rampa de bicicleta. Mas, conforme o Sol foi sumindo, as lembranças foram adormecendo, ficando somente com o presente, que, pela primeira vez, eles estavam todos juntos, ou quase. Depois de quase 20 anos.
Patrícia via tudo aquilo da janela, e uma lágrima de felicidade lhe rolou os olhos.
- Eu sabia, Senhor, sabia que minha filhinha tinha vocação para anja da guarda. Agora, ela pode tomar conta dos sete juntos.
Thur sentiu uma vontade de chorar, mas a sua anja lhe deu um beijo na testa e sorriu. Olhou para os demais, se levantando, abriu um largo sorriso e, com o vento, foi embora. Olharam para o céu, e uma estrela brilhou mais forte, como se piscasse.
- É... Ela gostava tanto de estrela, que agora é uma. - Sophia falou e todos ficaram ali, olhando a única estrela no céu que piscava.


Fim. 

QUERO MUIIITOS COMENTÁRIOS OKAY?

4 comentários:

  1. Meu deus, to chocada, ta perfeito, chorei lendo, vc devia ser autora de novelas, parabéns, to sem palavras...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amor nem fui eu quem escrevi :/ tbm acho que a autora dessa FIC devia ser autora de novela! chooreiii muiito tbm quando li a primeira vez!Todos os nossos parabens pra ela!

      Excluir
  2. nossa eu chorei pacas kkkkkkk cara me passa o site dessa web,as suas tambem sao maravilhosas,é a primeira vez que eu choro lendo uma web :D

    ResponderExcluir
  3. Eu preciso de um balde, ela é perfeita. Quando eu termino de ler Web's assim eu me imagino um dia conhecendo a Luh. Clichê até d+, mais eu simplesmente me imagino assim!! Queria só poder abraça-las e dizer tudo que está guardada aqui a tanto tempo!

    ResponderExcluir